Making a Murderer

Não, este não é um post de publicidade ao Netflix. Este é um post sobre uma série documental na qual me viciei à grande este fim-de-semana. 10 episódios de uma hora sobre a história de Steven Avery – Making a Murderer, do Netflix.

Escrevo este post sem saber muito bem o que quero dizer. Este documentário deixou-me agarrada à televisão, em alguns momentos aos gritos com a televisão. Fez-me ir fazer pesquisas na net para ver se tudo isto é verdade.

Não sei se a história aconteceu 100% como está na série. Mas mesmo que haja um ou outro pormenor que tenha sido exagerado ou ignorado, acho que não tem importância. Steven Avery esteve 18 anos preso por um crime que hoje sabemos que não cometeu. E por mais que digam que por vezes há erros na justiça, isto não foi um erro: tudo indica que foi propositado. E dois anos depois de ser libertado, prestes a processar as pessoas responsáveis pela sua prisão indevida, Steven é preso por homicídio, mais uma vez em condições suspeitas. Cheira a esturro.

Steven está neste momento numa prisão dos Estados Unidos, a cumprir perpétua. O documentário, que estreou há cerca de duas semanas, tem vindo a despoletar uma onda de revolta (até já há uma petição para a Casa Branca dar o perdão). E acho que no fundo é isto que quero dizer:

Há quem diga que os programas de televisão, as séries, as novelas, etc, apenas servem para distrair a população, para nos atirar areia para os olhos. Mas eu não acredito nisso, e acho que Making a Murderer é o exemplo perfeito disso. Por vezes, a televisão (assim como a literatura, o cinema e outras artes) pode servir para consciencializar a população para as questões importantes, pode servir para alertar sobre problemas ou perigos, pode realmente fazer a diferença. 

Making a murderer. Obrigatório ver. Mesmo.